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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

... E como o blog está indo??

Amigos, como os temas dos últimos posts foram meio pesados, vou tentar deixar o clima mais leve e falar sobre como anda a audiência do blog!

Em agosto descobri que exite uma ferramenta maravilhosa do Google, chamada Analytics, que serve só para verificar estatísticas de sites. Para que ele funcione no seu site, você tem que logar no analytics com uma conta google, colocar um trecho de código no cabeçalho da sua página, e pronto! Imediatamente ele começa a monitorar os acessos ao seu site. Simples, fácil e rápido. E ele oferece um zilhão de gráficos e estatísticas super úteis e interessantes sobre o site, como: quantas pessoas e de quais cidades vem os acessos ao seu site; qual a taxa de retorno e de novos acessos; como fizeram para chegar lá (por mecanismo de busca, link em outro site ou digitando o endereço direto no browser); se foi por busca, qual foi o termo que a pessoa procurou; gráficos de acessos por dia, mês ou ano; etc, etc, etc... Nunca tive paciência para olhar tudo, mas para uma empresa deve ser uma mão na roda na hora de definir políticas para a internet! E, o melhor: é de graça até 5.000.000 de acessos. Como nunca vou chegar lá, vai ser de graça pra mim forever. hehe.

Então, vamos ao que interessa. Eu cadastrei o blog no analytics no dia 19/08/2010. Então as estatísticas daqui são desse dia até o dia 20/10/2010. Segue o gráfico das cidades de onde acessaram o blog:


E abaixo a quantidade de acessos de cada cidade. Os números entre parênteses indicam os acessos novos, ou seja, se uma pessoa acessar o site duas vezes de casa, três do trabalho e uma de uma lanhouse, irá aparecer 6 acessos e 3 entre parênteses: 6 (3). Deu pra entender, né?

Natal: 3 (2)
Fortaleza: 1 (1)
Cuiabá: 2 (1)
Brasília: 101 (28)
Goiânia: 6 (2)
Campo Grande: 1 (1)
Itumbiara: 1 (1)
Uberlândia: 85 (21)
Araxá: 1 (1)
Belo Horizonte: 57 (10)
São Paulo: 17 (3)
Rio de Janeiro: 3 (1)
Não identificado: 2

Total: 280 (72)

Vale lembrar que essa localização não é lá 100% confiável. Por exemplo: não aparece Paracatu aí, e sei que minha mãe acessa muito o blog. Então, cadê os acessos dela?? Eu acredito que esteja aparecendo entre os números de Belo Horizonte, porque a internet lá da casa dos meus pais é a radio. E o único outro lugar que acho que acontece esse tipo de coisa é Itumbiara, porque imagino que esse acesso de lá é da Lud, que mora em Catalão. Fora isso, os outros creio estarem corretos. O que me deixa meio intrigado: consigo imaginar quem acessa o blog em todas as cidades listadas, menos em São Paulo e em Araxá. Na verdade, em Araxá até que pode ser o Maicon, que mora aqui em Brasília mas vai pra lá de vez em quando. Mas, esses 3 computadores de São Paulo são um mistério pra mim! Se quiser matar essa minha curiosidade, deixaria este "blogueiro" feliz (sou extremamente curioso, caso não tenham reparado)!

UPDATE: Tem um acesso só de fora do país, da minha amiga Mariana, que passa uma temporada na China. Aliás, o blog dela, contando como está sendo essa experiência, é ótimo! Recomendado...

UPDATE 2: Sei que tem alguns amigos que nuuuuunca entram aqui! Alguns desses, bons amigos aqui de Brasília. Como vingança, clique aqui para ver um clipe meu e deles dançando Menudo (!?). Quase caí pra trás de tanto rir desse trem. Kelly, a irmã de um deles, foi quem fez a brincadeira. Não vou falar o nome deles pra não queimar o filme de ninguém (não deve ter nada que queima mais o filme do que dançar Menudo!). Mas fico satisfeito só de saber que um monte de gente vai rir deles (e de mim! rs) sem eles nem ficarem sabendo. huahauahuahua.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Homem: inteligente e senhor de si! Aham....

Você já parou pra pensar se tem controle ou não sobre sua opinião? Se consegue realmente ser imparcial e completamente racional ao tomar uma decisão importante? Se é uma pessoa realmente despida de qualquer preconceito e que sempre julga uma pessoa independente das características físicas dela?

Ultimamente li uma série de dados interessantes que, de certa forma, me levam a pensar que ninguém (ou pelo menos uma parte estatisticamente irrelevante das pessoas) consegue ser imparcial quando deveria. Um estudo feito na Universidade de Cornell, em Nova Iorque, mostrou que, em um julgamento, quando o réu é pouco atraente, ele tem 22% mais chance de ser condenado do que réus bonitos. E, além disso, quando é condenado tem uma sentença de, em média, 22 meses a mais na prisão. Ou seja, a pesquisa mostra que nós não só julgamos os outros pela aparência, como também queremos que eles sofram mais quando não nos agradam esteticamente. Agora, que ligação racional pode haver entre ser feio e ser mau (ou criminoso)? Sinceramente, não consigo pensar em nada... Aliás, esse blog ciência maluca, no site da super, sempre me surpreende com dados de todo tipo de pesquisa, de coisas muito bizarras (você sabia que galinhas também preferem pessoas bonitas, ou que morcegos fazem sexo oral?) a coisas absolutamente inúteis e absurdas (como a influência das suas iniciais no ano da sua morte). Aposto que Tarantino deve ler diariamente algum site semelhante lá nos EUA!

Voltando ao assunto, outro estudo (que infelizmente não achei a fonte, mas li na reportagem “Como pensam os bebês”, da edição 281 de agosto de 2010 da superinteressante) mostra que os bebês tendem a não aceitar aqueles que são diferentes. O teste feito foi bem simples: vestiram um grupo de crianças com camisetas amarelas e outro grupo com camisetas azuis. Se uma criança de amarelo é colocada no meio das de azul, ela se torna mais inquieta, dispersa e desconfiada. Além disso, outros estudos mostram que bebês preferem rostos da raça que lhes é mais familiar, ou pessoas que comem o mesmo que sua família come ou falam a mesma língua. Bom, bebês ainda não absorveram vícios culturais, então suspeita-se que o preconceito tenha raízes mais profundas do que imaginamos. Num primeiro impulso, quando li a reportagem, pensei: ora, isso pode ter ajudado as pessoas durante a evolução na medida em que crianças que viam pessoas diferentes com desconfiança tinham menos chance de se meterem com pessoas de tribos rivais e, conseqüentemente, tiveram mais chance de sobreviver. Mas acreditar nisso traz junto a sensação de que o preconceito foi necessário, e que a evolução tratou de deixar essa marca de forma tão profunda nas pessoas que pode ser impossível retirá-la, por mais que se queira. Não é uma sensação muito agradável...

Por fim, a área onde creio termos o menor controle de todas: o amor. E em todas as etapas dele. Veja alguns exemplos que tirei dessa reportagem interessantíssima na super: por mais que você negue, homens dão sim mais valor à beleza e à juventude, e mulheres dão sim mais valor ao nível socioeconômico do parceiro (interesseiras! hehe). E quando você se apaixona, seu cérebro é bombardeado com um neurotransmissor chamado dopamina, que é o mesmo que está envolvido nos casos de dependência química. Ou seja, você vicia, quer sempre mais, sofre crises de abstinência e passa a agir compulsivamente. Literalmente, o cúmulo do descontrole. Mais tarde, quando o casal começa a ter filhos, o homem diminui naturalmente em mais de 30% a quantidade de testosterona no organismo como forma de diminuir a agressividade e fazer com que ele sossegue e ajude a criar melhor o filho. Só que, com o nível de testosterona, cai também a libido. E o casamento pode acabar (se a mulher não puder suportar um marido com menos “poder de fogo”) por um motivo que foi culpa única e exclusivamente da natureza.

Agora, se você acha que pode colocar a culpa de todos os seus problemas de relacionamento na natureza, veja isso: segundo um estudo feito por pesquisadores das universidades de Brown, California e Harvard, uma pessoa pode ficar até 75% mais propensa a terminar o próprio casamento se alguém bem próximo a ela tiver feito isso. E até 33% se for uma pessoa com um relacionamento de segundo grau, como o amigo de um amigo.  É seu relacionamento, que você achava que era uma coisa pacata e simples, sofrendo influência de todos os lados!

 E agora? O que você acha do seu poder de controlar a própria vida? Não parece ser tão grande assim, não é? São influências dos hormônios, do seu círculo de amizade, da cultura predominante do meio onde vive, de traços evolutivos que ainda continuam em você, e de uma infinidade de outros fatores que nem falamos aqui. No final, parece que não temos é vontade nenhuma. Nossa vida parece tão automática como a de qualquer outro animal, com a suposta vantagem de podermos pensar sobre ela. Vantagem que parece não ser assim tão grande, já que nenhum outro animal destrói o ambiente em que vive, correndo o risco de deixá-lo quase inabitável em algumas poucas centenas de anos, sendo que jacarés, por exemplo, existem há milhões de anos e nunca causaram tanto impacto no seu habitat. É, somos realmente muito espertos...